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A Síndrome do Túnel
do Carpo (STC) é a mononeuropatia compressiva mais comum
e deve-se à compressão do nervo mediano no canal do
carpo no punho.
Descrita inicialmente por Paget, em 1854,
apresenta sintomatologia muito caracterizada de dor,
parestesias e disestesias nos quatro dedos laterais da
mão, especialmente à noite – acordando o paciente.
Ocorre mais freqüentemente em mulheres e é muitas
vezes bilateral.
É um patologia que freqüentemente não é
diagnosticada precocemente, sendo confundida com
problemas de origem circulatória ou da coluna cervical.
A
realização de um diagnóstico precoce e a utilização de
um tratamento adequado leva à cura completa da STC.
Por outro lado, a demora no diagnóstico e tratamento
pode resultar em dano irreversível do nervo mediano com
a persistência dos sintomas e limitações funcionais.
A utilização da eletroneuromiografia, que pode
ser considerado o padrão Ouro do diagnóstico desta
patologia, permite a realização de um diagnóstico
precoce e quantificação da lesão, auxiliando na decisão
terapêutica.
Devemos
também buscar a prevenção da STC, especialmente
naqueles indivíduos que realizam movimentos repetitivos
das mãos, através da avaliação dos aspectos ergonômicos,
mudanças na rotina de trabalho e prescrição de
exercícios preventivos.
O
diagnóstico precoce da Síndrome do Túnel do Carpo
é fundamental a fim de evitar dano irreversível do nervo
mediano, com sintomas sensitivos persistentes e fraqueza
na mão.
Uma correta avaliação clínica e
neurofisiológico permite a confirmação do diagnóstico
precocemente na maioria dos casos.
Através da eletroneuromiografia é possível
avaliar objetivamente a gravidade da lesão e a
contribuição de desmielinização e lesão axonal do nervo.
Esta informação pode ser usada na tomada de decisões
terapêuticas uma vez que uma lesão puramente meilínica
tem um bom prognostico de recuperação.
Já uma
lesão axonal sugere uma patologia mais grave, indicando
a necessidade de tratamento cirúrgico. Nos casos de
Síndrome do Túnel do
Carpo
de leve intensidade é possível realizar tratamento
conservador inicialmente e observar o grau de melhora do
paciente.
Finalmente, deve-se buscar a prevenção desta
patologia, especialmente naqueles pacientes que realizam
movimentos repetitivos das mãos e punhos. |