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A Clinica de Neurofisiologia e Fisiatria, busca oferecer excelência na área de diagnóstico neurofisiológico. Contanto com uma área física adequada, agregamos recursos tecnológicos de ponta como Eletroneuromiografia, Potenciais Evocados Auditivos, Visuais e Somatossensitivos.


Eletroneuromiografia

                                

     Trata-se de um método de diagnóstico neurofisiológico que estuda a atividade elétrica dos músculos e nervos. 

      É um exame clínico onde o médico especialista fórmula hipóteses diagnósticas a partir das técnicas selecionadas caso a caso, de acordo com cada paciente. 

       A Eletroneuromiografia é fundamental na definição do local da lesão nervosa periférica e na determinação de seu grau de comprometimento e possibilidade de cura. 

        Doenças que provocam dores e dormências nos braços e pernas, fraquezas, paralisias, atrofias e cansaço são diagnosticadas pela Eletroneuromiografia. 

        A Eletroneuromiografia é realizada através da inserção de um finíssimo eletrodo descartável na pele, que penetra no músculo. Embora possa haver algum desconforto durante o exame, ele é perfeitamente tolerado pela maioria dos pacientes. Nos Estudos de Condução Nervosa pequenos choques elétricos são utilizados para ativar os nervos periféricos e a resposta obtida é registrada e analisada. 

         A duração do exame é de 15 a 30 minutos e o único preparo necessário é estar com as mãos ou pés aquecidos, dependendo do local dos sintomas, pois a baixa temperatura altera os resultados. 

         O exame deve ser realizado preferencialmente após 3 semanas do início dos sintomas, embora isto não seja uma regra fixa e será avaliado caso a caso.

         Depois da realização do exame será entregue um laudo que deverá ser encaminhado as seu médico.

 

*Pacientes que utilizam marca-passo cardíaco, hemofílicos ou que usam medicamentos anti-coagulantes ou para tratamento de Miastenia Gravis devem entrar em contato com a clínica antes da realização do exame.

Sindrome do Túnel do Carpo

     A Síndrome do Túnel do Carpo (STC) é a mononeuropatia compressiva mais comum e deve-se à compressão do nervo mediano no canal do carpo no punho. 

      Descrita inicialmente por Paget, em 1854, apresenta sintomatologia muito caracterizada de dor, parestesias e disestesias nos quatro dedos laterais da mão, especialmente à noite – acordando o paciente. 

      Ocorre mais freqüentemente em mulheres e é muitas vezes bilateral. 

       É um patologia que freqüentemente não é diagnosticada precocemente, sendo confundida com problemas de origem circulatória ou da coluna cervical. 

       A realização de um diagnóstico precoce e a utilização de um tratamento adequado leva à cura completa da STC. Por outro lado, a demora no diagnóstico e tratamento pode resultar em dano irreversível do nervo mediano com a persistência dos sintomas e limitações funcionais. 

       A utilização da eletroneuromiografia, que pode ser considerado o padrão Ouro do diagnóstico desta patologia, permite a realização de um diagnóstico precoce e quantificação da lesão, auxiliando na decisão terapêutica. 

       Devemos também buscar a prevenção da STC, especialmente naqueles indivíduos que realizam movimentos repetitivos das mãos, através da avaliação dos aspectos ergonômicos, mudanças na rotina de trabalho e prescrição de exercícios preventivos.                             

          O diagnóstico precoce da Síndrome do Túnel do Carpo é fundamental a fim de evitar dano irreversível do nervo mediano, com sintomas sensitivos persistentes e fraqueza na mão. 

           Uma correta avaliação clínica e neurofisiológico permite a confirmação do diagnóstico precocemente na maioria dos casos. 

            Através da eletroneuromiografia é possível avaliar objetivamente a gravidade da lesão e a contribuição de desmielinização e lesão axonal do nervo. Esta informação pode ser usada na tomada de decisões terapêuticas uma vez que uma lesão puramente meilínica tem um bom prognostico de recuperação. 

           Já uma lesão axonal sugere uma patologia mais grave, indicando a necessidade de tratamento cirúrgico. Nos casos de Síndrome do Túnel do Carpo de leve intensidade é possível realizar tratamento conservador inicialmente e observar o grau de melhora do paciente. 

            Finalmente, deve-se buscar a prevenção desta patologia, especialmente naqueles pacientes que realizam movimentos repetitivos das mãos e punhos.

 

POTENCIAIS EVOCADOS

Potenciais Evocados são registros neurofisiológicos que representam discretas respostas elétricas do sistema nervoso à estimulação sensorial específica.Estas respostas são obtidas repetidamente e, por serem de muito baixa voltagem, necessitam serem promediadas por meio de um computador.

Através deste teste avalia-se a via auditiva do tronco cerebral (POTENCIAL EVOCADO AUDITIVO),que é útil no diagnóstico de patologias do tronco cerebral,como tumores do ângulo ponto-cerebelar e surdez em crianças e que é realizado através da emissão de sons tipo clicks em um fone de ouvido ,a via visual(POTENCIAL EVOCADO VISUAL),útil no diagnóstico de neurite ótica,acuidade visual em crianças e adultos e esclerose múltipla ,realizado pela emissão de pulsos de luz através de um monitor e, finalmente, a via somatossensitiva(POTENCIAL EVOCADO SOMATOSSENSITIVO),que avalia os nervos periféricos,plexos,raízes nervosas,medula espinhal,tronco cerebral e córtex e que é realizado pela estimulação elétrica de troncos nervosos sensitivos e mistos ou pela estimulação cutânea de determinados dermátomos.

 

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